Fonte: Design your way
"Não tiro minha lucidez das estrelas, e sem dúvida acredito-me conhecedora da Astrologia, mas não para dizer a boa ou a má sorte, de pragas, de morte, ou qualidades das estações; mas de teus olhos eu tiro meu conhecimento e nas estrelas fixas eu leio tal Arte; que Verdade e Beleza florescerão juntas se te converteres no Guardiã de ti mesma. Do contrário, de ti eu prognostico isso: que teu fim será o término da Verdade de da Beleza". Shakespeare
Mostrando postagens com marcador Beleza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Beleza. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Mesas, cadeiras e outros móveis criativos
Curiosamente só notamos um móvel qualquer num ambiente quando ele é feio ou não combina com a proposta do lugar. Por outro lado, móveis bonitos e de design elaborado prezam pela discrição, apesar de suas formas fugirem do convencional.










Fonte: Design your way
Fonte: Design your way
terça-feira, 3 de abril de 2012
PRIMAVERA
Primavera
Cecília
Meireles
A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la.
A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da
mata,
essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a
preparar sua vida para a Primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar
Finos clarins que não ouvimos devem soar
por dentro da terra,
nesse mundo confidencial das raízes,
— e
arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer,
no
espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa,
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa,
como os palácios de Jeipur.
Vozes novas de passarinhos
começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação.
Pequenas borboletas
brancas e amarelas apressam-se pelos ares,
— e certamente conversam: mas tão
baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes,
Oh! Primaveras distantes,
depois do branco e
deserto inverno,
quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente,
e
todos os olhos procuram pelo céu
o primeiro raio de sol.
Esta é uma Primavera diferente,
Esta é uma Primavera diferente,
com as matas intactas,
as árvores cobertas de folhas,
— e
só os poetas, entre os humanos,
sabem que uma Deusa chega,
coroada de flores,
com vestidos bordados de flores,
com os braços carregados de flores,
e vem
dançar neste mundo cálido,
de incessante luz.
Mas é certo que a Primavera chega.
Mas é certo que a Primavera chega.
É certo que a vida não se esquece,
e a terra maternalmente se enfeita
para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez,
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez,
os homens terão a Primavera que desejarem, no momento
que quiserem,
independentes deste ritmo, desta ordem,
deste movimento do céu.
E
os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos,
— e os ouvidos que
por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que,
outrora se
entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta Primavera Natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos;
Enquanto há primavera, esta Primavera Natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos;
e a eufórbia se vai tornando pulquérrima,
em cada coroa
vermelha que desdobra.
Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo
enrolados em redor do perfume.
E flores agrestes acordam com suas roupas de
chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas,
Tudo isto para brilhar um instante, apenas,
para ser
lançado ao vento,
— por fidelidade à obscura semente,
ao que vem, na rotação da
eternidade. Saudemos a Primavera, dona da vida
— e efêmera.
Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.
Rendezvous
Cowper
Calbet
De Morgan
Antoine Calbet French

Botticelli
jose.royo
Welden Hawkins
Susana Weingast


"O Beijo" de Gustav Klimt...


A PRIMAVERA, 1939.
Museu Calouste Gulbenkian.
Primavera: jovem com chapéu de palha, circa 1865
[retrato de Rose Beuret-Rodin, esposa do escultor]
Auguste Rodin (França 1840-1915)
Bronze
Senhora com parassol, 1875
[Retrato de Camille Doncieux Monet,
esposa do pintor]
Claude Monet (França 1840-1926)
Óleo sobre tela – 119 x 100 cm
National Gallery of Washington, EUA
Brennand : escultura italiana do século XIX
Primavera
Tamanho: 60×70cm
Técnica: monotipia em papel de arroz
utilizando tintas gráficas.

Tamanho: 60×70cm
Técnica: monotipia em papel de arroz
utilizando tintas gráficas.
Fada Primavera

Portal da Primavera,escultura em granito com 4.5 de altura

Primavera,
2003, Sigmar Polke

Primavera, Laura Nerh

Susan Saladino
domingo, 1 de abril de 2012
UTA MELLE

Poucos dias antes de completar 40 anos, a alemã Uta Melle ganhou um presente de grego. Soube que teria de extirpar os dois seios, por conta de um câncer de mama.
Logo veio a dúvida: "Será que vou deixar de ser sexy?".
Teve certeza que não ao consultar o marido, um publicitário bem-sucedido que a presenteou com um quadro de uma guerreira amazona que cortara o próprio peito para usar melhor o arco e a flecha.
Animada com o desenho, Uta partiu para um projeto singular: fotografar mulheres com histórias semelhantes. O trabalho rendeu um livro de arte e a exposição fotográfica "Amazonas". São mulheres nuas, e a ideia é incomodar.
A exposição já percorreu três cidades alemãs e pode ser vista até meados de outubro em Viena. Nas fotos, 19 mulheres, entre 30 e muitos e 50 e poucos anos, estão nuas ou seminuas. Muitas, em poses sensuais.
Em comum, os sinais da batalha contra a doença: algumas têm um único seio, outras próteses, outras apenas cicatrizes no colo.
Como Uta.
| Esther Haase/. | ||
A alemã Uta Melle decidiu virar musa de ensaios sensuais depois que retirou os dois seios, vítima de um câncer |
"Aqui, a doença ainda é um tabu.
Os alemães não suportam ver cicatrizes nem mutilações. Acham que é sinal de derrota. Trauma de duas guerras mundiais", diz Uta.
Ela não conseguiu patrocínio, mas ganhou espaço para a mostra: o Stilwerk, templo de lojas de design.
Em Berlim, mais de mil pessoas visitaram a exposição em duas semanas.
Mas houve quem não gostasse.
Dois homens fizeram questão de ver tudo, só para detonar o projeto para ela.
"Eram idiotas. A verdade é que muita gente não quer se confrontar com seu próprio medo", dispara a alemã.
O jornal de esquerda "Junge Welt" publicou um artigo dizendo que o livro não fazia uma abordagem séria do assunto.
Já o tabloide "Bild", que vende milhões de exemplares por dia e costuma ostentar fotos de mulheres nuas e opulentas na capa, reagiu com simpatia, embora alguns leitores tenham feito comentários pouco gentis.

ANJO TATUADO
No ensaio para a revista "Stern", feito logo depois da cirurgia, Uta aparece vestida de Madonna, de David Bowie e de anjo. Um querubim só com asas, cicatrizes, uma tatuagem na barriga e nada mais.
"Um rapaz viu minhas fotos e disse que as achava eróticas. Mas que se sentia um perverso por isso", diverte-se.
Com sua beleza andrógina, as fotos bombaram na internet.
E ajudaram Uta a recrutar as 18 mulheres para o ensaio fotográfico das amazonas, feito num estúdio em Berlim.
O ensaio é clicado por duas fotógrafas alemãs, Esther Haase, profissional com vários trabalhos internacionais, e Jackie Hardt, ex-modelo que passou para o lado de trás das lentes.
Nele, as mulheres aparecem vestidas de guerreiras ou em cenas de protestos, com cartazes na rua.
Toda essa pose de poder tem um fundo de melancolia.
"É um tema muito delicado, que mistura o medo da morte ao da perda da feminilidade", diz Uta.
Ao saber do diagnóstico, suas filhas, hoje com oito e 11 anos, ficaram dois dias sem lhe dirigir a palavra.
"Fiquei mal, mas entendi que elas precisavam de um tempo", diz a Uta mãe.
Na mesma época, ela resolveu postar no Facebook uma espécie de diário do tratamento, com detalhes da quimioterapia e da operação.
Foram mais de 300 fotos, com pequenos comentários. Houve quem aplaudisse.
Mas alguns amigos ficaram chocados. Era mais informação do que eles precisavam.
Para a alemã, compartilhar seus problemas é como exorcizar demônios.
Aos 14 anos, quando descobriu que tinha epilepsia, reuniu amigos na escola e contou o que eles deveriam fazer para ajudá-la em caso de emergência.
"Isso me ajudou a evitar o assédio moral. Se é para apontar meus pontos fracos, que seja eu mesma."
NUA NOS LAGOS
Como muitos alemães, ela sempre tomou banho de Sol e mergulhou nua nos lagos. Depois da cirurgia, não mudou o velho hábito.
As pessoas reparam, mas Uta não abre mão de se bronzear nua.
"As crianças são sempre mais fáceis de lidar. Elas perguntam, eu explico.
Mas os adultos reagem de um modo estranho, muitos fingem não ver."
Quando ela entra para fazer ginástica, tem gente que disfarça e sai da academia.
Apaixonada por esporte, Uta não entende o culto ao corpo.
Nem o pudor das brasileiras.
Ao visitar as praias do Rio, há uns quatro anos, ficou surpresa com o uso da parte de cima do biquíni.
"A gente sempre imagina a nudez como algo natural no Brasil. Mas as mulheres aí não mostram o peito", diverte-se, entre um gole e outro do expresso no Café Kollberg, em Prenzlauer Berg, bairro badalado de Berlim onde mora.
Sem maquiagem, sorridente, simpática, ela fala sem parar.
Mas uma certa palidez na pele denuncia que sua recuperação ainda está em curso.
Vestida com uma calça de couro preta e uma blusa de gola rulê colada ao corpo, Uta conta que, no início do tratamento, jogou metade do guarda-roupa fora. Especialmente, os vestidos decotados e as blusinhas marcadas no busto.
"Fiquei um tempão procurando meu novo estilo."
Encontrou.
Hoje, compra as peças que usa na seção infantil de grandes magazines.
Uta ainda sente saudade dos seios.
Mas já resolveu: não vai colocar prótese de jeito algum.
Está convencida: ainda pode ser sexy.
Ela hoje acha que também pode fazer piada do infurtúnio:
"Pelo menos, meus peitos não podem mais cair".
[Folhade SP e artigos da internet]
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Um banho de cor - Iain Crawford
Especialista em fotografia de moda, é comum vermos as suas fotografias em marcas como L'Oreal, Givenchy, Harpers Bazaar e Vogue.
O trabalho do Londrino Iain Crawford é simples e possui uma estética inconfundível.
Sempre através de utilização de fundos simples, a sua imagem destaca-se pela cor e pelos padrões à volta de um modelo.
Nas fotografias deste ensaio, Crawford captura o momento em que uma mulher entra em contato com uma substância - tinta, pó ou água -
atirada pelo ar.
Assinar:
Postagens (Atom)
