segunda-feira, 2 de abril de 2012

Diane / Diana - Jean-Antoine Houdon / Gulbenkian Museum


      Jean-Antoine Houdon (1741-1828)
      Paris, 1780
      Mármore
      A. 210 x L. 98 x Prof. 115 cm



Obra-prima da escultura francesa do século XVIII,
Houdon conferiu a esta deusa um tratamento original, apresentando-a nua e em movimento de corrida,
em contraste com a Diana estática e idealizada dos seus antecessores, vestida de túnica como símbolo de virgindade.


Para além dos atributos habituais da deusa Diana
– o arco, as flechas e a lua em fase de quarto minguante na cabeça – nesta versão em mármore, por exigência técnica, devido ao peso excessivo do material, Houdon foi obrigado a criar pontos de apoio: um tufo de plantas aquáticas na base e uma aljava para consolidar o braço esquerdo.


Exemplar único em mármore, pertenceu a Catarina II da Rússia, tendo estado exposto no Museu do Ermitage.
A sua popularidade advém-lhe de um conjunto de fatores, incluindo o do escândalo causado na época pela sua nudez integral, considerada excessiva e inconveniente.


                        Foto da Mansão de Calouste Gulbenkian em Paris,
onde se encontrava a Diana de Houdon


domingo, 1 de abril de 2012

ARTE DIGITAL DE ADAM MARTINAKIS




































































Adam Martinakis nasceu na Polônia em 1972. Desde 1982 vive e trabalha em Atenas,
na Grécia.
E, desde 2000, se dedica à realização de trabalhos de artes digitais.

Seu trabalho já foi exposto em distintos países, tais como Luxemburgo e Estados Unidos.

Ganhador de vários prêmios internacionais, Adam Martinakis trabalha, especialmente, com a produção da arte digital em 3D e renderizada.

Sua obra vai do abstrato ao foto-realismo. Atenção especial vai para suas peças abstratas em 3D que são, de fato, impressionantes.























ARTE- ESCULTURA



Localizado em Loveland, Colorado, Usa, o Benson Garden é uma galeria a céu aberto.
Inaugurado em 1985, conta atualmente com 116 esculturas
.

Beth Miguez deArte: WARD-NASSE GALLERY

Beth Miguez deArte: WARD-NASSE GALLERY: opening reception: May 05th 7-10pm May 1st through May 30th 1º à 30 de MAIO de 2012 178 Prince Street, New York, NY 10012 Tues.-...

Christian Louboutin


Christian Louboutin  Sapatos


Os calçados do designer francês Christian Louboutin são um dos mais desejados do mundo e são a maior sensação no pé de celebridades famosas de Hollywood como Angelina Jolie, Mariah Carey, Nikole Kidman, Sarah Jessica Parker e Katie Holmes, além de desfilar por passarelas nacionais e internacionais do mundo fashion.

Louboutin é o queridinho das famosas.
Mas não foi assim que começou a carreira.
Descobriu num museu de arte africana um desenho
de salto agulha que o fascinou quando criança.
Em casa, foi criado por sua mãe e três irmãs - e credita
 ao ambiente feminino sua inspiração.

christian louboutin logo 2011


Aos 15 anos, ele já conhecia a noite parisiense, as salas de música e teatro da cidade e, vidrado por esse universo sensual, decidiu criar sapatos para vender às dançarinas.
Depois daí, trabalhou para grandes marcas, como Christian Dior, Chanel e Yves Saint Laurent.

Ficou um tempo longe da paixão pelos sapatos, quando virou paisagista e colaborador da Vogue.

Mas logo encontrou uma boutique na Galeria Vero-Dodat, próxima ao Louvre e, com outros dois amigos, criou o negócio, no início da década de 1990.

Quatro meses após a inauguração da boutique,
uma jornalista americana da W Magazine estava em Paris para descobrir novos endereços "trend" na cidade.
Foi quando ela ouviu uma animada conversa de duas mulheres sobre os sapatos da boutique de Christian Louboutin; uma delas era a Princesa Caroline de Mônaco.
A matéria foi publicada, o negócio decolou e o resto é história.

O estilo inimitável dos sapatos de Louboutin,
seus saltos com joias e seu design sexy e despretensioso agradam a mulher feminina e vaidosa.

Além do solado, as linhas clean e o acabamento perfeito perpetuam a tradição do sapato de luxo,
criado para evocar a beleza de uma época.

 
Seus sapatos começaram a virar hit quando apareceram no seriado Sex and the City.
Christian Loubotin lançou sua linha de sofisticados calçados femininos – em especial os clássicos scarpins – na Franca em 1991.
Desde 1992, seus calçados incorporam as solas vermelhas e brilhantes, que se tornaram sua assinatura.

 Em 2007, o designer entrou até com um pedido de patente nos Estados Unidos para sua sola vermelha, que, segundo ele, dao ao seus calçados mais vivacidade.

calcado louboutin ankle boot meia pata scarpin sapato feminino


A marca Louboutin ajudou a trazer o salto agulha de volta à moda nos anos 90 e 2000, criando dúzias de sapatos com saltos de 12 cm ou mais, chegando até vertiginosos 16 cm.

O objetivo do designer é “fazer a mulher ficar sexy, linda, fazer suas pernas parecerem o mais longas possíveis”.



Os calçados de Loubotin já firmaram sua tradição em centros de moda famosos e renomados como Paris, Londres, Nova York, Los Angeles, Jacarta, Hong Kong, Cingapura e Moscou e, para quem não sabe, podem também ser encontrados no Brasil.

Em 2009, Louboutin inaugurou no Shopping Iguatemi em São Paulo-SP a 17ª boutique que leva seu nome e traz ao público feminino endinheirado criações exclusivas de sapatos que fazem o maior sucesso por onde passam.

Cada par em sua loja deslumbrante e super luxuosa no Iguatemi não sai por menos do que 3 mil reais.




Christian busca inspiração também em viagens pelos continentes e tem uma fascinação particular pelo Oriente. Enquanto viaja, se diverte garimpando objetos de decoração coloridos para suas boutiques.

Seus sapatos são fabricados na Itália e criados no atelier do designer, em Paris, mas a inspiração permanente ainda vem daquela imagem dos anos 50, naquele museu de arte.

Albinos, de Gustavo Lacerda

Albinos, de Gustavo Lacerda


Em anos recentes, boa parte da melhor produção fotográfica brasileira veio de profissionais de reputação consolidada em áreas específicas do metiê, que se entregaram a projetos autorais.
É o caso do fotógrafo mineiro Gustavo Lacerda, radicado em São Paulo e estabilizado na fotografia publicitária.

O seu ensaio Albinos, iniciado em 2009, é um dos trabalhos mais arrebatadores da atualidade.

Sem a preocupação da fotografia documental, Gustavo escolheu com sucesso explorar a beleza, a delicadeza e a suavidade nas imagens de Albinos.
 “Quando experimentei o caminho dos tons pastéis, ‘lavados’ e sutis, comecei a vislumbrar a força que o trabalho poderia ter.
E é interessante que acabei indo por um caminho que traz imagens impactantes”, diz Gustavo.

O tema enseja reflexões sobre padrões de beleza, preconceito ou discriminação. Porém, a força de Albinos reside nas imagens e não no discurso.
“O objetivo do projeto era retratar o ‘diferente’.

Queria destacar a beleza singular dos albinos.
Embora aprecie a fotografia documental, não queria que o trabalho tivesse um viés de crítica social.”

Albinos já faz parte da história da fotografia brasileira. Em 2010, entrou na coleções Pirelli/Masp e Porto Seguro de Fotografia.

Gustavo continua o seu ensaio e brindou o Sobre Imagens com algumas imagens inéditas realizadas este ano, como a foto 5 das gêmeas Mariana e Helena.

Pelo seu envolvimento, o fotógrafo construiu uma relação de troca com os seus personagens e, naturalmente, já é procurado por outros albinos.
“Adoraria, por exemplo, continuar registrando o crescimento dos irmãos pré- adolescentes Ítalo e Renan, além de vários outros albinos que se tornaram tão próximos nos últimos anos”, diz Gustavo.

Alexandre Belém.

1. Andreza, ensaio "Albinos", 2009. (Gustavo Lacerda)
2. Ewerton, ensaio "Albinos", 2009. (Gustavo Lacerda)
3. Flávio e Fernanda, ensaio "Albinos", 2011. (Gustavo Lacerda)
4. Miguel, ensaio "Albinos", 2009. (Gustavo Lacerda)
5. Helena e Mariana, ensaio "Albinos", 2011. (Gustavo Lacerda)
6. Iêda, ensaio "Albinos", 2009. (Gustavo Lacerda)
6. Igor, ensaio "Albinos", 2009. (Gustavo Lacerda)
7. Ítalo e Renan, ensaio "Albinos", 2009. (Gustavo Lacerda)
8. Kleber e Kennedy, ensaio "Albinos", 2009. (Gustavo Lacerda)
9. Lívia, ensaio "Albinos", 2009. (Gustavo Lacerda)
10. Lívia, ensaio "Albinos", 2009. (Gustavo Lacerda)
11. Luciana, ensaio "Albinos", 2009. (Gustavo Lacerda)
12. Marcos, Andreza e André, ensaio "Albinos", 2011. (Gustavo Lacerda)
13. Marcos, ensaio "Albinos", 2011. (Gustavo Lacerda)
14. Miriam e Ewerton, ensaio "Albinos", 2009. (Gustavo Lacerda)
15. Miriam, ensaio "Albinos", 2009. (Gustavo Lacerda)
16. Miriam, ensaio "Albinos", 2011. (Gustavo Lacerda)
17. Oleneide, Ítalo e Renan, ensaio "Albinos", 2009. (Gustavo Lacerda)
18. Oleneide, ensaio "Albinos", 2009. (Gustavo Lacerda)
19. Patrícia, ensaio "Albinos", 2009. (Gustavo Lacerda)
20. Roberto, ensaio "Albinos", 2009. (Gustavo Lacerda)
21. Thyfany, ensaio "Albinos", 2009. (Gustavo Lacerda)
22. Thyfany, ensaio "Albinos", 2009. (Gustavo Lacerda)

UTA MELLE




Poucos dias antes de completar 40 anos, a alemã Uta Melle ganhou um presente de grego. Soube que teria de extirpar os dois seios, por conta de um câncer de mama.
Logo veio a dúvida: "Será que vou deixar de ser sexy?".

Teve certeza que não ao consultar o marido, um publicitário bem-sucedido que a presenteou com um quadro de uma guerreira amazona que cortara o próprio peito para usar melhor o arco e a flecha.

Animada com o desenho, Uta partiu para um projeto singular: fotografar mulheres com histórias semelhantes. O trabalho rendeu um livro de arte e a exposição fotográfica "Amazonas". São mulheres nuas, e a ideia é incomodar.

A exposição já percorreu três cidades alemãs e pode ser vista até meados de outubro em Viena. Nas fotos, 19 mulheres, entre 30 e muitos e 50 e poucos anos, estão nuas ou seminuas. Muitas, em poses sensuais.

Em comum, os sinais da batalha contra a doença: algumas têm um único seio, outras próteses, outras apenas cicatrizes no colo.
Como Uta.
                                                                                           Esther Haase/.
A alemã Uta Melle decidiu virar musa de ensaios sensuais depois que retirou os dois seios, vítima de um câncer

A alemã Uta Melle decidiu virar musa de ensaios sensuais depois que retirou os dois seios, vítima de um câncer
Publicitária que deixou o mercado, a alemã virou uma espécie de ativista da causa, lutando contra o preconceito e a favor de mais verbas para pesquisa.
"Aqui, a doença ainda é um tabu.

Os alemães não suportam ver cicatrizes nem mutilações. Acham que é sinal de derrota. Trauma de duas guerras mundiais", diz Uta.

Ela não conseguiu patrocínio, mas ganhou espaço para a mostra: o Stilwerk, templo de lojas de design.

Em Berlim, mais de mil pessoas visitaram a exposição em duas semanas.
Mas houve quem não gostasse.
Dois homens fizeram questão de ver tudo, só para detonar o projeto para ela.

"Eram idiotas. A verdade é que muita gente não quer se confrontar com seu próprio medo", dispara a alemã.

O jornal de esquerda "Junge Welt" publicou um artigo dizendo que o livro não fazia uma abordagem séria do assunto.

Já o tabloide "Bild", que vende milhões de exemplares por dia e costuma ostentar fotos de mulheres nuas e opulentas na capa, reagiu com simpatia, embora alguns leitores tenham feito comentários pouco gentis.





ANJO TATUADO

No ensaio para a revista "Stern", feito logo depois da cirurgia, Uta aparece vestida de Madonna, de David Bowie e de anjo. Um querubim só com asas, cicatrizes, uma tatuagem na barriga e nada mais.

"Um rapaz viu minhas fotos e disse que as achava eróticas. Mas que se sentia um perverso por isso", diverte-se.

Com sua beleza andrógina, as fotos bombaram na internet.
E ajudaram Uta a recrutar as 18 mulheres para o ensaio fotográfico das amazonas, feito num estúdio em Berlim.


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O ensaio é clicado por duas fotógrafas alemãs, Esther Haase, profissional com vários trabalhos internacionais, e Jackie Hardt, ex-modelo que passou para o lado de trás das lentes.

Nele, as mulheres aparecem vestidas de guerreiras ou em cenas de protestos, com cartazes na rua.

Toda essa pose de poder tem um fundo de melancolia.
"É um tema muito delicado, que mistura o medo da morte ao da perda da feminilidade", diz Uta.

Ao saber do diagnóstico, suas filhas, hoje com oito e 11 anos, ficaram dois dias sem lhe dirigir a palavra.
"Fiquei mal, mas entendi que elas precisavam de um tempo", diz a Uta mãe.

Na mesma época, ela resolveu postar no Facebook uma espécie de diário do tratamento, com detalhes da quimioterapia e da operação.

Foram mais de 300 fotos, com pequenos comentários. Houve quem aplaudisse.
Mas alguns amigos ficaram chocados. Era mais informação do que eles precisavam.

Para a alemã, compartilhar seus problemas é como exorcizar demônios.
Aos 14 anos, quando descobriu que tinha epilepsia, reuniu amigos na escola e contou o que eles deveriam fazer para ajudá-la em caso de emergência.
"Isso me ajudou a evitar o assédio moral. Se é para apontar meus pontos fracos, que seja eu mesma."


NUA NOS LAGOS

Como muitos alemães, ela sempre tomou banho de Sol e mergulhou nua nos lagos. Depois da cirurgia, não mudou o velho hábito.
As pessoas reparam, mas Uta não abre mão de se bronzear nua.

"As crianças são sempre mais fáceis de lidar. Elas perguntam, eu explico.
Mas os adultos reagem de um modo estranho, muitos fingem não ver."
Quando ela entra para fazer ginástica, tem gente que disfarça e sai da academia.

Apaixonada por esporte, Uta não entende o culto ao corpo.
Nem o pudor das brasileiras.
Ao visitar as praias do Rio, há uns quatro anos, ficou surpresa com o uso da parte de cima do biquíni.
"A gente sempre imagina a nudez como algo natural no Brasil. Mas as mulheres aí não mostram o peito", diverte-se, entre um gole e outro do expresso no Café Kollberg, em Prenzlauer Berg, bairro badalado de Berlim onde mora.

Sem maquiagem, sorridente, simpática, ela fala sem parar.
Mas uma certa palidez na pele denuncia que sua recuperação ainda está em curso.

Vestida com uma calça de couro preta e uma blusa de gola rulê colada ao corpo, Uta conta que, no início do tratamento, jogou metade do guarda-roupa fora. Especialmente, os vestidos decotados e as blusinhas marcadas no busto.
"Fiquei um tempão procurando meu novo estilo."
Encontrou.
Hoje, compra as peças que usa na seção infantil de grandes magazines.

Uta ainda sente saudade dos seios.
Mas já resolveu: não vai colocar prótese de jeito algum.
Está convencida: ainda pode ser sexy.

Ela hoje acha que também pode fazer piada do infurtúnio:
"Pelo menos, meus peitos não podem mais cair".
[Folhade SP e artigos da internet]

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